Arte Literatura Poesia Ricola de Paula

Tarjas na boca do gargalo


Penha onde moro não é bairro, é penha mesmo.
Então se empenha pra entender os significados.

Quando chover na sua horta, painho. Lembre-se
dos irmãozinhos que se disfarçavam de rabanetes
Quando a batata do nada, fica quente.

Estúpida geografia, Piedade e Amparo são apenas
nomes de cidades do interior paulista.

Ave! Dumbo, voando pra longe, bem longe do circo.
Indo de encontro a sua origem, sem jaula sem fome.

A paranóia, a mesmice, o mesmo vídeo tape.
A alienação e sua máquina trituradora de sonhos.

Para adentrar no jogo do inconsciente coletivo.
Tome o poema feito champagne na boca do gargalo.
Rodopie e celebre a vida que na taça borbulha.

Ricola de Paula

One Comment

  1. Quando te leio eu me sinto imensamente bem com o meu sentimento de inadequação a este mundo de sofrimento. Eu vi o paraíso, eu morei lá. E ele se desfez em apenas um momento… hoje eu vivo, e… só lamento…

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